Uma homenagem do CGA a um geólogo autêntico – Lineu A. Saboia
Uma homenagem do CGA a um geólogo autêntico – Lineu A. Saboia Noevaldo Teixeira Eu trabalhava no setor de Petrografia com a Celene, na METAGO, em 1978. Em uma das inúmeras sextas-feiras escaldantes de Goiânia, estendi um pouco o expediente. Estava redigindo o trecho final da minha tese, mergulhado nas dúvidas quanto à existência de lavas ultramáficas komatiíticas em Fortaleza de Minas. Lamentei a perda do chope que já devia estar rolando entre os amigos Paulo Afonso, Caramori e Cordeiro quando, de repente, recebo na minha sala uma pessoa de aspecto bem geológico: cabelo malcuidado, botas, magro. Disse: “pediram para conversar com você”. Depois dessa memorável conversa, para meu benefício, nossas vidas permaneceram sempre muito próximas. Mostrei ao Lineu algumas rochas, entre elas um serpentina–tremolita xisto, com ripas alongadas e porções maciças. Lineu havia terminado sua tese em um dos depósitos de níquel sulfetado hospedados em lavas ultramáficas do Thompson Belt, no Canadá. Para m...